domingo, 25 de julho de 2010

Ego é o que você faz de mim.

Eu mudei.
Mudei sim. Significativamente.
Não sou mais sentimental, não sou.
Não que tenha me tornado intolerante.
Não tenho mais saco pra declarações de amor. Menos ainda para declarar.
Será que eu estou deixando de amar as coisas, me tornando armagurado?

Tenho nojo de sonseria. Quem quiser me enganar, ou engane direito ou você encontrou o caminho mais rápido para o meu desprezo.

E o orgulho, me consome novamente?
E se consumir, vou julgá-lo mal como sempre fiz?
Tenhos momentos de orgulho. E consigo me desfazer deles.

Cansei de ser humilde. Cansei de ser sonso.
Quando você sabe que está sendo humilde tá é fazendo mídia. E eu sei quando sou humilde. É pra não perder a razão. É político. É oratória. É pra conquistar as pessoas. E quem disse que eu quero conquistar as pessoas?

Já quis. Não mais. Porque não há nada nas pessoas que me conquiste em retorno.

Prepotente? Talvez.
Sincero, sempre. Fingir humildade não faz ninguém menos prepotente. Se não sou eu pra acreditar em mim, quem irá fazê-lo?

É por isso que dexei de ser sentimental. Porque essa ideia idiota de que a humildade dá sinceridade e valor ao sentimento é pífia, e agora, para mim, nula pois impossível.

Quem foi que disse que amor, verdadeiro (oi?), vale mais que a minha vontade de comer alguém? Quer dizer que é mais sincero sofrer uma dor inventada que iluminar um prazer?

E daí que na vida façamos o movimento que Shopenhauer descreve como ganho, ao abrir mão de prazeres pra evitar dores? Essa sim é a questão.

Não se trata de discutir se a impulsividade ou o "sentimento" são mais sinceros. Isso é óbvio. Sentimentos são inventados e não podem ser, pois, sinceros. Trata-se de pensar, é mais sincero negar a dor em detrimento do prazer ou acatar o prazer e a a dor?

E que dizer daqueles que encontram na dor o prazer?

Confortável ser um psicopata. Não o sou. Não por ideologias. Talvez por falta de coragem. Não por caráter. Sou amoral. Ao menos a qualquer moral externa a mim mesmo.

Costumo agir a evitar dores e ser um vegetal. Mas costumo negar tudo isso também. Costumo curtir a dor. Ora, então não há necessidade de escolher um dos três. Sou os três.


Risos.


E se você me acusar de não agir ou pensar do jeito que escrevi, é porque você não conhece a única verdade que rege meu corpo e mente: a aleatoriedade.

Porque antes de me orgulhar de qualquer coisa sobre mim, me orgulho de ser incoerente. A começar por negar o orgulho e me sentir orgulhoso de qualquer que seja.


Incoerente? Dialético? Hipócrita? Tudo isso e muito mais. Porque sou sincero apenas com o eu que faço de mim mesmo. Porque os meus outros eus, feitos por vocês, deixaram de importar.

Jamais irei compreender aquele que não faz de si próprio a coisa mais importante da vida.

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