terça-feira, 24 de março de 2009

canto do tentar dizer.

E se meu telefone tocasse agora
despertaria da sonolência que me toma
e saira do coma que me doma

Abriria essa porta de tal forma
que todos olhariam espantados
olhos invejosos e necessitados

(como os meus próprios foram outrora)

*

Me faço idiota como príncipes
ainda que o estrangeiro meu
não seja real como o seu

Então em mato em dor
coro e me faço orgulhoso
ainda que eu seja o leproso

(que não tem mãos pra fazer algo simples)

*

Não sei se amo odiar alguém
certo é que odeio te amar

e o amor? tem formas variadas
todas tão infectadas.

*

Como entender quem
vive a escrever de amar
diz que ama alguém
mas se esforça pra fazer parar?

A dialética entre conhecimento e correspondência.

Essa é a incerteza
que define minha natureza
saber que pode melhorar
mas que entre isso e nada
é melhor que eu deixe estar.

4 comentários:

Nina disse...

Achei bacana, yama :)
Ja adicionei o seu blog nos meus favoritos.

Beijinhos.

Karen Freire disse...

"Essa é a incerteza
que define minha natureza
saber que pode melhorar
mas que entre isso e nada
é melhor que eu deixe estar."

Mon cher, quer dizer que esse é o seu recanto de inspirações, o qual adorei, por sinal ^^

Bom saber, pra sempre dar uma passadinha e escrever comentários (bem-vindos - ou não! rs), estendendo pensamentos pseudointelectuais de uma curiosa (e tagarela) amiga ;)

see ya

Thiago Oliveira disse...

Pô, cara, foi mal mesmo o sumiço. Pior que eu sei que é verdade. =/

Hoje é dia das mães, não sei dá pra entrar no msn... vamo domingo que vem? Saudadefalacocê! :P

Thiago Oliveira disse...

Pô, cara, foi mal pelo sumiço. E é verdade, tenho nem o que falar. =/

Bora conversar domingo que vem! Saudadefalacocê!