quarta-feira, 9 de março de 2011

Esse trabalho tem por objetivo comparar brevemente diferentes linguagens do audiovisual, enfatizando o Cinema e à TV, usando a série Bob Esponja como exemplo empírico para a reflexão teórica. Para tanto, identificaremos incialmente duas correntes teóricas diferentes e através da comparação do filme com a série de TV do Bob Esponja tentaremos localizar em qual dos argumentos a série se insere mais convincentemente. Há de se fazer claro que usaremos a perspectiva teórica em dois níveis: i. do ponto de visto do caso empírico de Bob Esponja, qual perspectiva é mais adequada?; ii. O estudo de caso aqui trabalhado serve de molde para os outros casos de série adaptada para diferentes meios audiovisuais? Se sim, de que maneira? A perspectiva do autor quanto a esses modelos teóricos é relevante?

TV X Cinema: dois meios, quantas formas?


http://www.bocc.uff.br/pag/rodrigues-eduardo-arquivo-x.pdf

http://revistas.univerciencia.org/index.php/comeduc/article/view/4054/3806

domingo, 25 de julho de 2010

Ego é o que você faz de mim.

Eu mudei.
Mudei sim. Significativamente.
Não sou mais sentimental, não sou.
Não que tenha me tornado intolerante.
Não tenho mais saco pra declarações de amor. Menos ainda para declarar.
Será que eu estou deixando de amar as coisas, me tornando armagurado?

Tenho nojo de sonseria. Quem quiser me enganar, ou engane direito ou você encontrou o caminho mais rápido para o meu desprezo.

E o orgulho, me consome novamente?
E se consumir, vou julgá-lo mal como sempre fiz?
Tenhos momentos de orgulho. E consigo me desfazer deles.

Cansei de ser humilde. Cansei de ser sonso.
Quando você sabe que está sendo humilde tá é fazendo mídia. E eu sei quando sou humilde. É pra não perder a razão. É político. É oratória. É pra conquistar as pessoas. E quem disse que eu quero conquistar as pessoas?

Já quis. Não mais. Porque não há nada nas pessoas que me conquiste em retorno.

Prepotente? Talvez.
Sincero, sempre. Fingir humildade não faz ninguém menos prepotente. Se não sou eu pra acreditar em mim, quem irá fazê-lo?

É por isso que dexei de ser sentimental. Porque essa ideia idiota de que a humildade dá sinceridade e valor ao sentimento é pífia, e agora, para mim, nula pois impossível.

Quem foi que disse que amor, verdadeiro (oi?), vale mais que a minha vontade de comer alguém? Quer dizer que é mais sincero sofrer uma dor inventada que iluminar um prazer?

E daí que na vida façamos o movimento que Shopenhauer descreve como ganho, ao abrir mão de prazeres pra evitar dores? Essa sim é a questão.

Não se trata de discutir se a impulsividade ou o "sentimento" são mais sinceros. Isso é óbvio. Sentimentos são inventados e não podem ser, pois, sinceros. Trata-se de pensar, é mais sincero negar a dor em detrimento do prazer ou acatar o prazer e a a dor?

E que dizer daqueles que encontram na dor o prazer?

Confortável ser um psicopata. Não o sou. Não por ideologias. Talvez por falta de coragem. Não por caráter. Sou amoral. Ao menos a qualquer moral externa a mim mesmo.

Costumo agir a evitar dores e ser um vegetal. Mas costumo negar tudo isso também. Costumo curtir a dor. Ora, então não há necessidade de escolher um dos três. Sou os três.


Risos.


E se você me acusar de não agir ou pensar do jeito que escrevi, é porque você não conhece a única verdade que rege meu corpo e mente: a aleatoriedade.

Porque antes de me orgulhar de qualquer coisa sobre mim, me orgulho de ser incoerente. A começar por negar o orgulho e me sentir orgulhoso de qualquer que seja.


Incoerente? Dialético? Hipócrita? Tudo isso e muito mais. Porque sou sincero apenas com o eu que faço de mim mesmo. Porque os meus outros eus, feitos por vocês, deixaram de importar.

Jamais irei compreender aquele que não faz de si próprio a coisa mais importante da vida.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Convite à porra da heroína

Que sentido há
Em tentar se fazer entender?
Se a busca é vã
Se a fé é tola
E a mente sã
Não se pode compreender?

E a dor que sinto
Como passo ao mundo?
Se injeto em mim
Esse troço imundo
Ao invés de expor
O universo que pinto?

E se eu pudesse escrever com sangue seria com o meu próprio.
Pois ele é da dor o que é a flor do ópio.

Basta de socar essa merda na veia.
Basta de interiorizar o que quero por pra fora
Basta de socar essa merda na veia
Basta de seguir a direção do vento
Basta de socar essa punheta agora
Basta de possibilidades prazerosas
Basta de socar essa merda na veia
E finalmente ir em paz.

Bora?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Então é assim?
Sobre aquilo se releva,
mais aqui do que lá.
que interessa se acaba?
que é que te diz?
no quadro de giz
é tudo tão inapagável?

Tiques de gastura quase inapagáveis.
Tomate.

Incapaz de encarar o tique pra apagar uma mensagem.
Deixa ela no quadro.
Quando o apagador chegar já não importará mais.

E tenho dito,

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Chamado tolo em sotaque britânico


Encontrei
Não que estivesse procurando
Ou mesmo deixando de proucurar
Encontrei
Sim, como quem acha
E tem a sensação que procurava
Ainda que não tenha pensado
sentido, agido,
mugido,
mostrado que sabia o que queria achar.

*
Chamado tolo em sotaque britânico
Pode ser não mais que
Um filósofo francês.
*


Encontrei
Um gêmeo de pretensão
Um amigo de ambição
Encontrei
Sim, como quem acha
E tem a sensação que procurava
Ainda que não tenha pintado,
Tocado, filmando,
Fotografado,
Escrito,
O que aquilo pudesse significar.
*


Chamado tolo em sotaque britânico
Pode ser não mais que
Um filósofo francês.
*


Encontrei
Alguém perdido
Em todos os sentidos que consigo imaginar
Encontrei
Um gêmeo de pretensão
Um amigo de ambição
Encontrei como quem acha dinheiro
Na calça velha e ferrada
Que não procura de caso pensado
Mas pula alegria de encontrar
*


Encontrei aquele que faz de tudo um pouco
Como quem tenta botar para fora
Como eu fiz outrora
Como ele faz agora
E como insisto em imitar
E como insisto a assinar no final
Como se fosse justo dizer que é meu.

*

Como se comparar fosse suficiente para ser entendido.

*

E a gente para de comparar?
Se for pra tentar ser compreendido
Não se para.
Tenho um gêmeo, um amigo
Que sabe disso sem saber
Que eu sei que ele sabe.
*


Chamado tolo em sotaque britânico
Pode ser não mais que
Um filósofo francês.
*


É por crer demais
(Sem aceitar que demais é excesso)
Na liberdade
Que pessoas como nós
Como você e a Cristina
Vivem de ser incompreendidos.

Na crença, e não na certeza,
De que se vive pra tentar ser compreendido
Porque a compreensão total é irrelevante
Uma vez que é impossível
Ainda que se conjecture
Como preconceito
Conceito
Pós-conceito. Pós o quê?
E parafernalha weberiana.

Chamado tolo em sotaque britânico
Pode ser não mais que
Um filósofo francês.

É por isso que nunca estou satisfeito
Por completo.
Mas a satisfação de encontrar dinheiro
Nessa calça velha
É mais que gratificante
É revigorante
É estúpida
É mágica
É tanto
E só
Está.
*


Chamado tolo em sotaque britânico
Pode ser não mais que
Um filósofo francês.
*

É revigorante
É estúpida
É mágica
É tanto
E só
Está.

quarta-feira, 24 de março de 2010

repensando decepção

Hoje li um francês falando do outro
e por uma fração de segundo
repensei decepção

Se "eu" não me enxergar como "ele";
não consigo me colocar no comum;
é justamente por desprezar
esses tipos ideais preconceituosos

preconceito...
você pensa que o problema está no pré
quando obviamente está no conceito.

será que quem decepciona
pensa em ser perdoado
como pensa que quem sofre decepção
pode se pensar na 3a pessoa?

(ou talvez não se importa tanto
ao menos no quadro comparativo
que minhas expectativas criam
diariamente)

É porque sou um, vacilão sem precedentes.

Vejam que inadequado:
Não acredito em "sou" mas em "estou"
Não acredito em "é" mas em "está"

Eu sei terceiropessoar, vê?
O que não entendo é porque
acreditando no que acredito
me decepciono com atitudes

pareço esperar que eles
cumpram tipos ideais
que eu faço na minha cabeça

e aí?

Vou ser cético ao ponto
de negar o futuro e
que conheço alguém
incluindo eu mesmo?

ou ainda niilista ao ponto
de negar esse ceticismo
vivendo da circunstância?

só não vou negar expectativas. ter expetativas não é tentar prever o futuro. é ter esperança com base no que acredito. (ainda que minha crença tenha o potencial dom de cessar a esperança)

é... eu tenho princípios
e não por orgulho
convicto no presente
desejando ser forte o suficiente
para tranformar
expectativas diarias
em emperanças à que recorrer.

Ao menos até a próxima decepção, precisamente quando deixo de me conhecer de novo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Decepção

talvez por criar expectativas
embora quero crer na reciprocidade
ah, quem sofre de amores partidos
é porque não tem amigos de verdade

Mas e eu? Que tenho muitos deles?
Que faço se por momentos de tristeza
pareço estar só, como aqueles
de amores e abraços partidos?

À que abrem seus tenros ouvidos?
À que se concentram tanto neles?
tal "não sei" que não tem a proeza
de ler sinais tão claros
de que há algo errado

Esperar sensibilidade é demais?
O é porque a gente o faz?
Não sei a maneira certa de proceder
porque creio que maneira certa não há

certo é o que há no meu peito
instinto, que não me é direito
Negar;

Me toma decepção.
Me faz ainda mais cético.
Me faz mostrar que ser ético
é patético.

Ou nada disso.

Me mostra que eu estou errado
que estou um pouco cansado
e que toda essa decepção
é só uma conspiração
da carência com o idealismo.

Mas isso seria me enganar.

Que o agnosticismo não me domine dessa vez. Se a dor é instintiva, que eu a sinta. Me agarre a ela como um como um bebê ao dedo do pai.

idéias foguetes tão apalpáveis como a certeza de que não posso voar.

Na velocidade da luz
no espaço sideral
quão distante possível
da minha compreensão.

E você amigo de verdade, pode evitar me magoar?
Como eu o tento?
Acredita em reciprocidade?
ou em rotatividade?


De que vale a beleza da flor se nao for pra ser cativada?

e a amizade murcha.
Porque quem a plantou já não quer mais regar.

Que a agua cativante ( que insiste e dar esperança na sua mera existência) chegue antes que a tesoura da decepção corte o último suspiro de vida dessa flor murcha.


E eu que tenha lágrimas instintivas para o funeral.
Ou que use meu último fio de esperança a esperar pela primavera que só chega ano que vem.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Lock everything that is inner.
And the past will make you.

There's no chance for begginers.
even if you try to break it through.

L is suppose to be Liberty.
O is for the outrageous news
CK is for the sickening hunting
E for the "evident bills"



And i still don't know if I like it, anyways.

domingo, 24 de maio de 2009

saber o quê?

Deixo uma reflexão para os cienciopatas, racionopatas, positivistoapatas, cristãos-anti-nietzsche-opatas.

You think I'm an ignorant savage
And you've been so many places
I guess it must be so
But still I cannot see
If the savage one is me
How can there be so much that you don't know?

How high will the sycamore grow?
If you cut it down, then you'll never know




Saber, saber. Saber o quê?

Que se todos algo sabem, todos têm o que aprender.

domingo, 17 de maio de 2009

well, you can blame it on me.
Set your guilty free.



I can hold it back.
Bitch.

terça-feira, 24 de março de 2009

canto do tentar dizer.

E se meu telefone tocasse agora
despertaria da sonolência que me toma
e saira do coma que me doma

Abriria essa porta de tal forma
que todos olhariam espantados
olhos invejosos e necessitados

(como os meus próprios foram outrora)

*

Me faço idiota como príncipes
ainda que o estrangeiro meu
não seja real como o seu

Então em mato em dor
coro e me faço orgulhoso
ainda que eu seja o leproso

(que não tem mãos pra fazer algo simples)

*

Não sei se amo odiar alguém
certo é que odeio te amar

e o amor? tem formas variadas
todas tão infectadas.

*

Como entender quem
vive a escrever de amar
diz que ama alguém
mas se esforça pra fazer parar?

A dialética entre conhecimento e correspondência.

Essa é a incerteza
que define minha natureza
saber que pode melhorar
mas que entre isso e nada
é melhor que eu deixe estar.

a hojbetividade de obje,

Hoje,
Minha realização
momentânea
se realizará.

Ainda que não exista realidade objetiva.
Existe um momento
que me tomo por
morto [em vida

Sinto a brise da manhã
como um vento de morte
viva

E a paranóia dos
loucos depressivos me
mata [aos poucos

Só até o telefone
dispirar a tocar
vivida [mente


Eis que me irradia
uma luz de
sobreviver.

Sobreviver é viver a sobrevida
A sobrevida do zumbis
a morte em vida.

Os ventos são naturais
e não interrompem jamais

Ai de mim! Se ao menos tivesse tantas ligações quanto brisas!

quarta-feira, 4 de março de 2009

Já falaram tanto em amor que fica difícil sair do lugar comum.

Me contento em te amar calado. A beleza é do amor. Você até que eu pegava. ;]

palavras e valores.

sei que não posso dizer todos os palavrões que eu gostaria.

E sei que criaram eles pras palavras bonitam terem valor.

Valor de cú é rola. o/


Lindas palavras yama.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

o louco e o artista.

o louco vive da demência.

o artista vive da essência.


e eu que sou louco e me pretendo artista fico preso em algum lugar entra a demência e a essência.

Não sei se me canso mais dos pseudo-intelectuais que vejo ou de ser um deles.

Merda.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

algum lugar entre o amor e o rancor.

Desculpas são como cicatrizes...
Fecham a ferida, mas deixam marcas.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

pescador de ilusões.

Nausea-me aquelas garotas metidas a castas. Já explorou todos os oríficios que pudessem lhe oferecer algum prazer, menos um deles. O principal. Neste oríficio só entra a bandeira da virgindade, da suposta castidade.

Isso é grosseiro. Mas, vale a metáfora. Porque tanta gente tem medo de ser o que é e tenta se enganar fingindo ser o contrário?

Viver em sociedade é uma merda. Eu mesmo estou cansado de construir imagens. Estou cansado de ser político. Meu esforço consiste em me importar menos com o que pensa quem menos importa.

Mas é inegável que é dificil. Concorda?

Nossos valores nos oferecem o necessário pra julgar qual desses julgamentos é aceitável. Julgar é dificil pra caralho. Por isso que a gente faz amigos. Amigos são aqueles cujos valores nos fazem estar ligados de maneira aceitável. Eu odeio ser cético assim quanto as coisas.

É assim que briguei com várias pessoas. E é assim também que eu mantive anos de amizade com outras.


Tem gente que simplemente não vale a pena. Eu penero. Não coleciono amigos, coleciono experiência. No fundo a gente sabe quem é que vale a pena, ê, ê.

Pescador de ilusões.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

dolce vita.





"Não se interessava pela inovação formal como tal: se no Inconsciente se expressava num fluxo aleatório de palavras, ou no meticuloso estilo acadêmico século XIX em que Salvador Dali pintava sesus delinqüentes relógios em paisagens desertas, pouco importava. O que contava era reconhecer a capacidade da imaginação espontânea , não mediada por sistemas de controle racional, para extrair coesão do incoerente, e uma lógica aparentemente necessária do visivelmente ilógico ou mesmo impossível. "

É assim que encaro a arte. E a arte nada mais é que uma metáfora da vida.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

cristinizando.

Não preciso de muito para fazer minha vida escarlate.
Escolho três coisas: arte, vinho e chocolate.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

hibernando em reflexão.

dedicado ao amigo ludovico.


fui conhecer nessa quarta
campos onde hiberno
pois sei: há beleza farta
e um eterno inverno

a pretinha gritou flashs
guian'do com exatidão
meus suspiros cansados
da falta de reflexão

se o cenário era parte
o todo jamais poderia
ser de todo escarlate
sem a nobre companhia


*

hei de ser muito grato
aos campos que sabidos
mostraram-me ingrato
com o despercebido

dos valores profundos
ao amigo esquilo
dei o devido valor
Àquilo que admiro.



Now I know that I do make it counts.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

me gusta mucho.

Me perdi totalmente em desejos. E assisti Vicky Cristina Barcelona de novo. Veio uma coisa, veio outra. Estou pronto pra buscar liberdade de novo. Sou inscontante, fullgás. Não vou me negar fullgás. Basta. Tampouco vou supor que os desejos controlam minha vida. Fazer isso é viver de ser analisado, como se a vida fosse um psicanalista em que temos 100% do tempo ocupado.


Vou mudar de novo. Estou cansado da surpresa das pessoas quando eu mudo e elas se acostumaram com a antiga mudança que virou normalidade. Cansei de construir uma vida. Nós construímos sentimentos, caráter, realções pessoais. Vida não.

Porque, acreditem. Antes de Woody Allen escrever e Cristina falar eu já tinha escrito. Juro.

Ele: ScarJo: I don’t know what I want but I know I don’t want this.

Eu: People like me doesn't know what they want. People like me knows what they don't.


People like cristina. People like me.

Não tomei nenhuma decisão quanto aos meus desejos. Eu não preciso. Estou extremamente feliz agindo impulsivamente, mas isso não precisa ser mais que uma idéia. Cristina não é idealista. Eu sou.
:)

domingo, 14 de dezembro de 2008

me gusta

Por um momento me tomo completamente fora da razão.
Brigo por um lugar, na minha cabeça. É quando idéia e matéria se fundem que termina a razão.

Um pouco de desejo, um pouco de repulsão.
Repulsão moral, desejo carnal. Já que tudo é dialética é também repulsão carnal e desejo moral.

Se me perco em pensamentos fico contente com a privacidade.
Se me perco em desejos fico doente de pervesidade.

Penso tantas coisas que deixa de importar.

hora de ser racional e negar minha natureza fullgás?

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Tratados sobre liberdade: o arroto.

Quando lhe disserem que a beleza está nos olhos de quem vê, não acredite. A realidade, qualquer, está na cabeça de quem existe. Logo pensa ou logo existe?

Este é o estudo da doença. A doença de criar realidades que se mutam com a facilidade que Judith Coelho faz plásticas sem bisturi.
Qual a funcionalidade racional de se criar realidades convenientes? Não há. Não é racional.
Agora pensando racionalmente, é melhor aprender com a decepção ou questionar a conveniência da realidade? Este será o tema de outro texto.

Não gosto da idéia de analisar a mim mesmo como um cientista. Assim o gosto pra falar dos outros.
Mas se é isso que devo evitar, devo aceitar, então, de bom grado o fato de que a emoção não mostra realidade conveniente, porque não existe realidade que não o seja.

Quando olho para este rodo vejo inúmeras coisas que você nunca verá, especialmente pelo fato de você lê-lo, através de intermédio meo.

Qual o meo ponto, finalmente? Passamos por momentos de escolhas e interpretações. Vale ressaltar que na medida em que escolhas e interpretações podem ser racionais, o contrário também é válido. Que fique claro: o contrário de racional é não-racional. Irracional é algo genuinamente racional. Bem como vassoura e rodo são cábicos ser racional ou irracional é usar da razão bem ou mal - que maniqueísmo pobre.
Pobre de espírito, por uma razão apenas: Até o mais racionalista consegue adimitir que há momentos em que não se aje racionalmente. Os poetas falam do momento que as emoções guiam cegamente a ação. O que dificilmente consiguirá se constituir é que a razão pode ser pura, sem a emoção dos poetas. Não há quem diga e seja interpretado de todo igual.


Escolhas e interpretações também são não-racionais.
É por isso que a realidade está na cabeça de quem existe.
Porque quem não existe não escolhe nem interpreta. Deixa rastros pros vivos, que escolhem e interpretam.
E são os vivos que criam uma dinâmica que se assemelha a teia produzida pela aranha.
Quanto mais aranhas produzem teias, mais visível são as teias e conjuntos.

Quais são suas idéias? Quanto mais pessoas reproduzirem idéias mais clara estará a essência humana.
Quem produz teias produz filhotes que produzem teias.


Esteja alerta. A essência humana é feita da mesma teia, e é infindável porque tem fim em si.
Os propagadores do conhecimento objetivo querem destruir essa teia.
Eles não são vivos. Não escolhem nem interpretam porque já tem respostas pra todas as perguntas.

Essa teia - chega disso - é a liberdade.

Isso serve pra você racionalista. Você já tentou contar duas unidades de maneira diferente? Imagino que não. A conveniência não está na sua realidade. A conveniência está na estrutura que te fez contentar com a ausência de liberdade, desde que todos a percam também.


Isso nunca acontecerá. Amém!
Salve-se enquanto a tempo. Quais são suas idéias?
Enquanto mortos viverem entre os vivos querendo matá-los como zumbis haverá o que se perder.

Felizmente a idéia é o mais forte dos poderes, motivo pelo qual sempre há de haver alguém vivo.


Depois de decobrir a imortalidade nada é incoveniente. Não morro jamais, porque idéias não morrem jamais.
Sou feito de idéias e não de carne e osso. Todos os são; Mortos são aqueles que abandonam as idéais porque sua carne e osso são muito valiosos: imagine o valor da comida para famintos. É isso mesmo. Carne e osso de alimento para a fome insaciável dos zumbis - que não conseguem comer uma idéia sem viver de indigestão.


Isso sim é um arroto de liberdade! Sem onomatopéias.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Tratados sobre liberdade: a ganarquia,

A Ganarquia.

Anarquia devia começar com g
que é pra todo mundo entedê
o que significa.

Anarquia devia começar com g
que é pra todo mundo podê
escolhê... escolhê de fato.

Anarquia devia começar com g
em homenagem ao minino inocente
que grita que é grandi
sem ao menos compreendê
a grandeza do que tá dizendo

Anarquia pra mim é ganarquia
porque a grandeza da inocencia
e a incocencia da grandeza
tem se perdido hoje em dia

A ganarquia me tomô
no momento que eu descobri
que importanti é acreditá e não fazê

Porque a revolução
se faz é dentro
pra fora é a palavra
só a palavra

Grandes idéias não morrem jamais.
Meu grande ídolo.
Minha grande ganarquia.
Minha revolução interna.
Na manhã sangrenta do meu coração.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Tratados sobre liberdade: Sobre os libertários hipócritas.

Esse é mais um tratado sobre liberdade. Só que dessa vez é sobre quem acha que a liberdade acaba em si. Isto é, não sai de si. A liberdade deve começar em si, e só. Porque a que não sai não é liberdade, é o contrário. Mutiplique-a pelo poder e você terá a receita perfeita da tirania. Essas pessoas estão em todas os lugares: salas de aula, cd's, dvd's e até mesmo os blu-ray já trazem esses parasitas.

Parasitas que vivem de liberdade.
Certo é que isso tem um porquê
Não conseguem ser um só na totalidade
parasitando o que lhes falta ter.

Porque é essa a liberdade deles.
A soma da liberdade de todos que conseguem dominar.
Precisam sentir que mandam mais,
para a própria liberdade extravasar.

Hipócritas. Libertadores do mau. :(

Essa é a lição de hoje crianças. Esse tratado sobre liberdade tem a lhes dizer:

Cuidado.

Quem nada manda durante o dia
Se de noite manda, tende a tirania.

selecione o que puder.

E o que são os tiranos? Como posso dizer? Imagine prisão de ventre.
Só que não é bosta, é liberdade.
É claro que é uma metáfora.
Merda eles soltam a vontade.

Pena que não há activia pra isso.


Sentiu o gostinho de... morango? Morango hoje é liberdade. Hoje é.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Tente ser racional comigo e eu serei irracional com você. Preciso que seja racional. No meio de tanta racionalidade vence quem controla o caos. Sua sensatez inventada é minha ração - despresível mas me sacia.

No final, eu sou o louco e você é que se mata.

O que seria do governo sem os anarquistas?

Toda força contrária tem em si um quê de demagogia involutária.

[/red]
Está pronto para enxergar que seu mais profundo revolucionarismo é no final das contas o mais forte do que há de reacionário?

Então não leve as coisas tão a sério e ponha um sorriso nessa cara, antes que eu mesmo o faça.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

INTO MANKIND - parte I

Não te devo devoção.
Não peço sua peçonhenta presença no meu presente de natal.
Não quero teu querer.
Não desejo teus desejos, tampouco seu poder e moral.

Devo ser livre, devotar ao meu prazer.
Pedir presente algum se já tenho tudo aquilo que você pode me oferecer.
Sou careta. Moralistas. Do contra.
Dê o nome que quiser. Não me embreagarei na tua atração.
Não cederei à coerção que exerces sensualmente sobre mim.

Tu fostes pioneira em tomar o que nunca foi meu, eu.
Tampouco teu.
Tu tranformastes teus hábitos em custumes meus. Eles não são naturais, ah não.
O que mudou foi os nomes, tu sabes.

Hábitos teus permacem teus. Nunca foram custumes meus.
Nunca foram naturais. Só destroem a natureza.

chegará a hora em que tudo que terás de fazer será reconstruir.

Oficialmente (sic[k]), isto é, atrasar, retroceder.

Quem foi que te disse que tudo evoluí - INTO MANKIND.
Lembra-te: foi ti mesmo. Que disse? Não. Tu inventastes isto também.

Conheça a ti mesmo, pelo menos. Sabes que não me conhece. Sabes que não conhece ninguém.
Sabes que teu poder é fruto do conhecimento burro.

Saibas que conhecimento burro finda. E se findas a dominação tuas perna serão quebradas. E com minha boca morderei-a tão fortemente que ainda que calado sentirei escorrer guela abaixo o sangue que falta para minha liberdade habitar o mundo e não só minha cabeça.

Enquanto não alcança tuas enormes e distantes pernas, contentar-me-ei com a liberdade que habita o verdadeiro soberano que existe em mim.

Não somos casados.
Eu quemei teu contrato - nem xeguei a assinar. Não cobres de mim, nada vou lhe pagar. ]

Foi você quem esqueceu da clásula final : No final, bem no finalzinho, és tu que pagarás. Dobrado, por cada uma das lágrimas roladas nesse meu penar.

Não és mulher. Não és humana. O que és tu senão um parasita?
O que és, que não é uma mulher? O que és tú que não humano, animal, natural, natureza?
És tudo, menos natureza.
És força coercitiva. E a única coisa natural nela é a mortalidade.
Tua vida é mais longa que minha. Tua força é mais forte que a minha.
Mas a natureza da minha força é imortal. Idéias não morrem. Não as verdadeiras.

É por isso que pe certo que morrerás. És tão falso quanto meu corpo que aprodecerá deixando só minhas idéias na natureza que nunca foi, não é e jamais será tua.


Obrigado.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

As vezes bate um sentimento estranho...
é melancólico. Eu sei que é. Lembra a nostalgia. Me faz refletir sobre todas minhas relações afetivas. Vem um pouco de culpa. Chego a imaginar que fiz algo de errado, e esse sentimento vai se alongando. O mais estranho de tudo é que gosto de me sentir assim. Sinto uma incontrolável vontade de dizer as pessoas que eu amo que as amo - como se isso fosse me livrar da culpa por algo que eu inventei que fiz. Então me ponho a imaginar, que soquei alguém, falei besteiras demais. E derrepente (sim, eu sei que é separado) me torno extremamente humilde. Não sei o porquê, desistí de entender também. Só sinto que eu devo avisar as pessoas o quanto eu as amo.
Sabemos que os conflitos podem afastar, mas aproximar também as pessoas. Sinto que eu antecipo o conflito, ainda que na minha cabeça, e parto pra parte da humildade do acerto. Isso é correto?
Tenho certeza que estou sendo sincero, porque é de coração mesmo. A certeza que falta é se consigo ser tão non-orgulho na vida real. Juro que me esforço.

Outra certeza que tenho é que na vida real, NUNCA consigo corresponder com as expectativas das pessoas que eu amo, e parte dessa culpa se deve, penso agora, a humildade que surge da ausência de conflito. Se não há conflito, a humildade não vale nada. Apenas mostra carência.
Esses momentos eu tô é carente mesmo. Mas tipo um paradoxo. Como disse, gosto de sentir isso, ao mesmo tempo que dentro de mim me esforço para fazer parar.


Um lutador que se põe no ringue, imagina o oponente, e se vangloria por ter sido derrotado com humildade.

Cheguei em segundo na corrida de um competidor, mas acenei e até abri o campanhe pro primeiro colocado- claro que também imagnei o champanhe.

Ah... teoria dos jogos. Acabei inventar um novo. Você imagina o oponente, e gosta de perder com humildade, apesar de tentar vencer o oponente.

A verdade? Ninguém me derrotou.

Eu sou a derrota.

domingo, 13 de abril de 2008

Fraco e mentiroso.


Como atribuir valor?
Tem coisas que a gente sente pra gente mesmo. E outras que que são percebidas nos atos.
Mas o que é mais condenável? Aquele que guarda pensamentos condenáveis para si, ou o que expõe, ainda que sem querer, suas fraquezas?
Interessante notar que nossa paciência é menor quando a manifestação de qualidades negativas é nas ações. Isto é, quando podemos aponta-las com os dedos. Depois de vários momentos de culpa, me julgando preconceituoso e desrrespeitante da qualidade humana das pessoas, conclui que a diferença é simples:
aquele que permite florescer as qualidades ruins não reconhece aquilo como ruim - ainda que diga que sim. Mais que isso... comparando chulamente à um pote de água, é como se a água fosse tais características e o pote estivesse tranbordando litros. E a pessoa não desliga a torneira. Todo mundo tem água no pote, mas quem deixa transbordar deixa porque quer.

Não é hipocrisia. Tem dias que nós pensamos e fazemos coisas ruins. Mas pára-se, porque as reconhecemos como ruins. E é por reconhece-las como ruins que as refutamos nos outros. Faz parte da essência humana rejeitar aquilo que incomda, ou incomodaria, em si mesmo. Bem como a tentiva de potencializar contrários.

Num interessa.

No fim das contas há duas possibilidades de interpretação, ambas negativas:
a) os céticos, vêem a pessoa "má".
b) os críticos, a pessoa fraca.

Os humanistas ainda não conviveram suficientemente.

Em qualquer dos casos, aceite meu humilde desprezo. Pior que o fraco, é o fraco mentiroso. E o pior mentiroso é o que, fraco, mente para si.

domingo, 6 de abril de 2008

Perversos grãos perversos

Meus pés enlaçados roçam a preguiça da obrigação
Meus lábios enaltecidos reclamam da externidade
Meu gerador é uma puta máquina de inspiração
E o maniqueísmo musical escolhe agora a bondade

nem o pause interrompeu o clima de nostalgia
claro é que o plei o fez com a concentração
pergunto-me se interrompo minha fonte de energia
[suspiro] ~ ou se prejudico o meu meio de produção

seria muito sábio crer
que não sei tantas coisas
que prefiro nem saber

Nem jacques, nem aurélio, nem andrade
me contaram dessa tal pervesidade
foi um anjo sem nome
que de tanto reclamar de fome

Levou os grãos, os restos

do que gastei há pouco, nesses versos
talvez por serem eles tão perversos.

Ou não?

Meu grão de felicidade.
Meu grau de perversidade.
Minha animosidade
na próxima colheita.

seria muito sábio crer, corvo
que não sei tantas coisas
que prefiro nem saber o novo.

o passado reside em mim.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Tinha dois amigos. Um era arrogante, o outro um puxa-saco. O arrogante era orgulhoso, o puxa saco era submisso.
E eu os odeio. Dos dois lados da moeda eu fico com a fonte.
pá nela.
Um teve que ser humilde e aceitar que precisa do outro pra sair de lá. O outro teve que perceber que quem sabia sair da água era ele - ainda que ele esperasse isso do outro.
Mas... um queria dar ordem sem saber. O outro queria obedecer.
As necessidades de cada um os deixaram contentes. Um completava o outro.

Um cumpriu com a necessidade do outro, e ambos ficaram na fonte.

E meu desejo praquela moedinha - inha -, minha necessidade maior: me livrar daqueles dois.

Sou pacato, odeio radicalismo. Melhor assim.

Se a fonte não me tenta, porque deveria eu dela me aproximar?
Pra jogar novas moedas, coisa que certamente em breve irei precisar.
Ainda que elas não tenham dois lados.

Entre caras que detesto, e coroas que desconheço, eu sou mais eu. Muito mais.
caretas, bufadas.
caneta, papel.
palavras, silêncio.
insensibilidade.
sua.
minha.

caretas, suspiros.
taxi, cama.
sexo, prêmio.
pizza?
boa noite.

Estranho prazer
Estranho ver

Tanta atividade. Tanta insensbilidade. Eis que descubro que na minha vontade nada saciável, valia não há se não amo de verdade.
Nem forçando. Nem tentando. Nem sendo homem pra caralho. Nada disso.
Sabe que nunca me senti tão humano?

Cigarro, enter.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007



O dia em que encontrei a luz.

Se pela falta não me tocas - de saudade não posso sofrer
Se pelo sexo não me tocas - não importa mais o prazer
Se pelo grito não me tocas - de medo não posso morrer
Se pela lábia não me tocas - tu foste e deixas de ser

*

Se não podes conquistar-me
Se não podes dominar-me
Desça do palco-luz
apaga-te pela escada
subo pois, passo por ti
em cavalgada alada
buscando no horizonte
energia que vem da fonte

*

Eis que a liberdade,
que achei um dia ter
me enobrece e me possui,
obrigando-me a crer
que se fui dominado,
foi para entender.
E que no ato, alto agora
Estou livre, para livre ser.

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Eu mesmo Yama, 24/12/07.